Doenças Sexualmente Transmissíveis

2019-11-05T12:59:54+00:005 de novembro de 2019|

As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) estão entre os problemas de saúde pública mais comuns em todo o mundo, com uma estimativa de 340 milhões de casos novos por ano (OMS, 2001).1

É sabido que as DST facilitam a transmissão do HIV, por isso passaram a ter redobrada importância nos últimos anos.1

Tradicionalmente, os esforços para o controle das DST têm se voltado para o diagnóstico e tratamento. No entanto, para obter um maior impacto sobre a população, é necessário implementar atividades preventivas, identificar e tratar os casos o mais precocemente possível. 1

Os princípios básicos, como em qualquer processo de controle de epidemias, são os seguintes: 1,2

  • interromper a cadeia de transmissão: tratando os infectados, e seus parceiros, adequada e oportunamente.
  • prevenir novas ocorrências adoção de práticas sexuais mais seguras.

Prevenção

Atividades educativas que priorizem: a percepção de risco, as mudanças no comportamento sexual e ênfase na utilização adequada do preservativo. Sempre resaltar a associação existente entre as DST e a infecção pelo HIV. Deve se, ainda, estimular a adesão ao tratamento, explicitando a existência de casos assintomáticos também estão suscetíveis a graves complicações. 1,2

Detecção de casos

Tão importante quanto diagnosticar e tratar o mais precocemente possível os portadores sintomáticos é realizar a detecção dos portadores assintomáticos. 1,2

Tratamento imediato

Instituído no momento da consulta, preferencialmente com medicação por via oral e em dose única. 1,2

Comunicação Parceiros Sexuais

Indivíduos com quem o paciente teve contato sexual nos últimos 30 dias. Parceiros de gestantes com sífilis que não atenderem ao chamado para tratamento sejam objeto de busca ativa. 1,2

Características da abordagem sindrômica: 1,2

  • principais agentes etiológicos
  • fluxogramas
  • indicar o tratamento
  • incluir a atenção dos parceiros, e orientação para utilização adequada de preservativos;
  • incluir a oferta da sorologia para sífilis, hepatites e para o HIV.

Quais são as DSTs: 2

  • AIDS
  • Cancro mole
  • Clamídia e gonorreia
  • Condiloma acuminado HPV
  • Hepatites virais
  • Sífilis
  • Tricomoníase

 

Síndrome Sintomas Sinais
Corrimento vaginal Corrimento vaginal
Dor ao urinar
Dor na relação sexual
Odor fétido
Edema
Vermelhidão
Corrimento
Corrimento uretral Corrimento
Prurido
Dor ao urinar
Alteração jato
Urinar mais frequente
Corrimento uretral
Úlcera Genital Úlcera Úlcera
Linfonodos virilha
Dor pélvica mulher Dor pélvica
Dor na relação sexual
Dor ao toque
Corrimento cervical
Febre

 

Caso você esteja com algum dos sinais e sintomas descritos acima, ou tenha relação sexual sem preservativo importante procurar profissional de saúde para identificação do caso, tratamento, e busca de contatos afim de interromper a cadeia de transmissão. DSTs não tratadas podem levar a doença inflamatória, dores pélvicas crônicas, infertilidade. Além de alguma dessas doenças poderem ser transmitidas de forma vertical mãe para o feto.

Use preservativo em todas as suas relações sexuais. E mesmo assintomático você pode ter uma DST.

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1.NORTE, Região et al. Ministério da Saúde Secretaria de Vigilância em Saúde Programa Nacional de DST e Aids.

2.DAS DOENÇAS SEXUALMENTE, Manual de Controle. Transmissíveis/Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde, 2008.